Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Fernando e a sua mulher, Sofia, foram assassinados em Sarajevo. O acontecimento pôs em marcha uma crise entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, mas não explica, por si só, a dimensão da guerra que se seguiu. Para acompanhar essa passagem, a cronologia importa: cada decisão abriu opções e fechou outras.
Uma crise nos Balcãs
A região balcânica era marcada por disputas nacionais, rivalidades imperiais e mudanças recentes de fronteiras. A Áustria-Hungria responsabilizou a Sérvia pelo atentado e, em julho, apresentou-lhe um ultimato com exigências muito amplas. A resposta sérvia aceitou várias condições, mas não todas; Viena declarou guerra a 28 de julho.
Mobilizações e decisões
A mobilização russa em apoio à Sérvia aumentou a pressão sobre a Alemanha, aliada da Áustria-Hungria. Seguiram-se declarações de guerra e mobilizações que envolveram outras potências europeias; a invasão alemã da Bélgica contribuiu para a entrada do Reino Unido no conflito. As alianças condicionaram as escolhas, mas não funcionaram como um mecanismo automático: governos tomaram decisões concretas ao longo da crise.
O que a cronologia revela
Uma linha do tempo ajuda a distinguir o atentado, a crise diplomática e a expansão militar, em vez de os comprimir num único acontecimento. Também permite perguntar em que momentos ainda havia alternativas e como os dirigentes avaliaram os riscos de recuar ou avançar. A guerra que começou na Europa transformou-se num conflito de escala mundial, mas essa dimensão resultou de uma sequência de decisões, não de uma data isolada.
